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Palangre de fundo

Paulo “Loiro”

Açores

Ainda a noite segura o céu, e já Paulo Louro ruma ao mar. Se o tempo permite, o Volta a Vir sai do porto de Lagoa antes do amanhecer, palangre de fundo pronto a lançar. A linha estende-se, oitenta anzóis de cada vez, esperando o peixe que chegará ao posto de recolha antes do meio-dia, destino certo na lota de Ponta Delgada.

Assim se faz a faina, duzentos dias por ano, num ritmo marcado pelo mar e pelo saber acumulado em gerações. À hora do almoço, Paulo está no cais, a preparar as gamelas para a próxima viagem.

No Octant PONTA DELGADA, o peixe que chega à mesa conta esta história – a de um ofício antigo, de mãos calejadas e de um mar que continua a ditar o tempo e a vida.

Palangre de fundo é uma técnica tradicional de pesca usada por Paulo Louro. Se o mar está de feição, o seu barco “Volta a Vir” sai do porto de Lagoa duas horas antes de abrir a manhã e pode ir até seis milhas da costa, cerca de dez quilómetros. Regressa antes do almoço e entrega o peixe no posto de recolha local, arrematado nas horas seguintes na lota de Ponta Delgada. Assim é a faina, possível duzentos dias por ano em média.

Por volta da hora do almoço, é comum encontrá-lo no cais a armar as redes. O palangre de fundo é constituído por gamelas (caixas) onde se enrola o fio que se lança no mar com oitenta anzois. Pedaços de peixe, chicharro, lula, espada servem de isco. Por cada ida ao mar, Paulo leva umas vinte gamelas.

Paulo Louro é pescador desde que nasceu, em 1985.

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