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Sinagoga

José de Mello

Açores

Presença judaica nos Açores

Em 1836 um grupo de judeus marroquinos, de origem sefardita, compra uma casa na Rua do Brum, no centro de Ponta Delgada para a transformar numa Sinagoga e casa do Rabi. Inicia-se assim uma segunda presença judaica nos Açores, depois de os judeus do século XV e XVI terem sido expulsos ou convertidos em cristãos novos. 

Com a morte das irmãs Albo, últimas descendentes do rabi, a casa entra em ruínas no início da década de 70 do século XX. Por essa altura, eram 170 os judeus. A decadência do edifício mantem-se até que, por volta do ano 2000, por sugestão de judeus norte americanos, a Sinagoga é recuperada e abre como Museu Hebraico Sahar Hassamaim – Portas do Céu, a 23 de abril de 2015.

O museu divide-se em quatro espaços: Mikeve, antiga zona dos banhos rituais; Espaço da Memória com os legados culturais e históricos da presença hebraica no arquipélago dos Açores; Quarto da Memória das irmãs Albo; e a Sinagoga Sahar Hassamaim.

Na lista das famílias judaicas com ligação aos Açores estão apelidos conhecidos em todo o país como Abecassis, Anahory, Bensaude, Buzaglo, Delmar, Sebague e Oulman, entre muitos outros. 

Além de espaço museológico gerido pela autarquia de Ponta Delgada, a Sinagoga organiza periodicamente concertos de música hebraica e cede o espaço para o culto. A recuperação foi coordenada pelo historiador açoriano José de Almeida Mello, que é diretor do museu. 

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